quarta-feira, 21 de setembro de 2016

1,99





O comercio varejista tem estratégia brilhante para atrair consumidores. No começo da nossa moeda REAL, surgiram as lojas de 1,99. A ideia era concentrar em um mesmo estabelecimento milhares de produtos  que pudessem ser vendidos  a 2,00. Para dar a impressão de que todos os produtos estavam em  promoção infinita, chamaram os 2,00 de 1,99, ou seja um desconto de 1 centavo. Deu certo, ou melhor pegou, pois os lojistas de   todos os ramos começaram a dar desconto de 1 centavo em todas a variedades de produtos: roupas, calçados, eletrodomésticos, alimentos etc. Nas casas de carnes, o que se vê são aqueles cartazes em cartolinas coloridas com ofertas vantajosas: alcatra 24,99, coxão duro 19,99. Duro mesmo é engolir que aquilo é de fato uma oferta, mas o fato é que se arredondar para cima ou mesmo para baixo, o consumidor acha que o produto está muito caro. É que os preços quebrados induzem a imaginar um desconto que na verdade não existe na prática uma vez que o troco de 1 centavo não existe. Mas é bom comprar um par de tênis por 199,99, melhor do que pagar 200 paus. E como os pagamentos hoje em dia são quase todos feito através de cartões, aquele centavinho acaba mesmo sendo uma confortável economia. No caso  dos açougues, aquele centavo acaba sendo engolido pelo peso pois dificilmente uma balança pesa 1 kg exato. Sempre vem aquelas graminhas a mais  para levar mais dos nossos centavos.
Agora sacanagem mesmos sãos nos postos de gasolina que que criaram quebrados centesimais. Está lá no cartaz: gasolina comum 3,299. A cada 1000  litros vendidos aquele ultimo 9 que não existe na nomenclatura da moeda acaba se transforma em 1 centavo de verdade. No fim do mês quando o posto vendeu 10 milhões de litros quantos centavos extras entraram clandestinamente? Alô receita federal,  isto está correto? Bem, não creio que a receita federal vá ler esta página, mas  aos  poucos eu  vou entendendo para onde vai o meu dinheiro. Quem primeiro criou a loja de 1,99 não se deu conta de que estava inventando uma fábrica clandestina de centavos. E é bom lembrar que a moeda de 1 centavo fisicamente não existe mais. Pronto, está respondido a leitora Maria Candida Vieira de Arcanjo, para onde vai meu dinheiro.

Obrigado.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

A LENDA DE TARZAN

O cinema é a arte da transformação. Já tivemos excelentes adaptações dos livros, dos quadrinhos, lendas e fábulas, sem contar com as criações e recriações do próprio cinema paras as telas. Ver tudo isso na telona ou na telinha é muito gratificante. Falar de cinema como telespectador é como falar de futebol como torcedor. A gente pode ser crítico sem a responsabilidade de influenciar outros milhões de telespectadores (consumidores).É só um bom papo entre amigos. Bom mesmo é quando se pode falar bem das produções mas as vezes o "nosso time" perde e temos que falar mal do zagueiro ou mesmo do juiz. Nesse caso, assumimos a condição de julgador independente e pode gerar alguma besteira, uma opinião radical que outros discordariam e coisa e tal. Eu disse que o cinema é a arte da transformação e de fato o é pois quando uma coisa deu certo lá muito tempo atrás. imagina-se que publico já esqueceu ou nunca viu e lá vem as refilmagens. Aí...
Bom, eu fui ver a LENDA DE TARZAN (2016) e confesso que fiquei decepcionado. Tem muito pouco a ver com o Tarzan que a gente  estava a acostumado a curtir nas matinês de Domingo lá pela década de 1960. Essa nova versão mostra um TARZAN, caricato, branquelo, com ar infeliz e de bermudas e uma JANE de vestido social ( na selva?).
A lenda em si é contada ou mal contada pelas visões de Lord Clayton Greystoke (TARZAN).
 Quem não conhecia nada de Tarzan, continua praticamente sem entender que segundo a lenda criada pelo escritor Edgar Rice Burrouhs, um bebê ficou órfão sozinho na selva e foi adotado por uma gorila, cresceu entre  animais e nativos e se tornou o Tarzan que encantava a meninada a seis décadas atrás. Para bem da verdade a lenda em si não importa. O que conta são as aventuras do Rei das Selvas que já foi interpretado por vários atores.
Tomara que essa refilmagem sirva apenas para recolar Tarzan de volta as telas. Pelo menos deu-se uma dica disso pois mostra no final o nascimento do filho do casal selvagem, dando a entender que em breve veremos de volta o trio TARZAN, JANE E BOY. Pelo menos a história romântica do casal "selvagem" lembra um pouco o par mim Tarzan you Jane.
Que renasça de de novo o Rei das Selvas mas por favor coloque tangas de couro nos personagens senão um dia ainda vamos ver os Três Reis Magos usando calça jeans.


domingo, 15 de maio de 2016

RESENHA

CADA HORA UMA tem poucos seguidores e alguns amigos que me acompanha desde 9/l0/14, quando escrevi PEDRAS. Na verdade eu escrevo para mim mesmo, como entretenimento. Se os meus textos despertam o interesse em um pequeno grupo de amigos, para mim já é lucro saber que me identifico com esses poucos leitores que reforçam o incentivo para continuar a escrever. Muitas pedras rolaram e continuam a rolar no meu caminho. Outras não rolam mas me enche de emoção e saudade como a PEDRA PRETA  de Brasilia de Minas.
Os PORCOS, deu seguimento a esse trabalho. Logo após publicar, ganhei um porquinho de presente. Depois fui para a ESTRADA, texto que deixa saudade de uma viagem que a gente gostaria de ter feito. CIGANO é praticamente a continuação do texto anterior pois esses nômades são os que realmente estão sempre com o pé na estrada.
Uma loucura puxa a outra, então eu escrevi SETE CRUZES que na verdade trata-se de um capítulo de um conto maior. Então, perdi os meus ÓCULOS. Fiquei sem escrever por uns tempos e quando estava novamente com o equipamento, resolvi escrever sobre o assunto. Não me lembro o que me inspirou escrever MANUSCRITO,  talvez, o mistério que sempre fascina.
Um, dia, ao passar pelo ANHANGABAÚ senti que o vale merecia um bom texto. Aliás, cada canto de São Paulo merece um texto em qualquer página.
Um grande amigo meu me recordou das peraltice da escola então escrevi para ele CORRIDA DE PANOS.
JUIZADO foi uma espécie de "entrelinhas"que tentei passar. De qualquer forma, um texto discutível. Acho que escrevi esse texto num daqueles momentos em que a gente está com um parafuso meio desajustado. Onde está o MEU DINHEIRO? Fiz essa pergunta e continuo a fazer. Receio que ficarei sem a resposta pois esse danadinho não para mesmo na mão de ninguém. Aja visto os corruptos da Petrobrás que também  " não tem nada", tadinhos.
BUULYING  é outro texto com "entrelinhas". Desculpe amigos, CADA HORA UMA sai as vezes com cada uma...
Pois é, uma resenha deve ser escrita no mínimo por um crítico literário, mas eu praticamente quase não tenho nem mesmo leitores como vou ter um crítico literário? Então fiz eu mesmo minha própria resenha. Obrigado.
origem da imagem:arquivo próprio (PEDRA PRETA-BM)

































































































segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

BULLYING

Outro dia, assisti o filme O PRESENTE que retrata o caso de um homem que sofreu bullying quanto criança. Na escola ele era constantemente acusado de ser gay. Não era. Mas sofreu violência do pai por causa disso. E o pai foi preso.A consequência foi que ele cresceu traumatizado e se transformou num "esquisitão"com sede de vingança. Bom, assistam o filme.
O bullying não acontece só nas escolas e nem só com as crianças. Acontece também no ambiente de trabalho, na vizinhança e até mesmo na família.
No trabalho, um funcionário é acossado pelos colegas se ele for diferente. Por ser "feio" por ser "preto", por ser "do Norte" e por aí afora. Se a pessoa leva numa boa, o bullying perde a graça e os agressores desistem. O problema é que os agressores sempre identificam uma vítima fraca, que cai na deles e pronto. As consequências podem ser desastrosas.
Na vizinhança, uma senhora pode se transformar numa "bruxa" da noite para o dia por causa de fofocas promovidas pelas respeitáveis donas de casa que estão sempre "cuidando" da vida dos outros.
E na família? Claro que aqui também acontece o bullying. Um bom marido pode se transformar num "cafajeste", num "mulherengo", num "vagabundo", num  "mentiroso", num "hipócrita" mesmo, quando a vítima nem chega perto de ter um desses adjetivos pejorativos. Tudo vai depender do grau de ciume da companheira. O mesmo pode acontecer ao contrário, se for o marido o ciumento. A boa esposa pode se transformar numa "megera".
DEFININDO BULLYING: "Bullying é um anglicismo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica intencionais e repetidas, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos, causando dor e angustia  e sendo executado dentro de uma relação desigual de poder. É um problema mundial, sendo que a agressão física ou moral deixa sequelas psicológicas na pessoa atingida.
Fonte: Wikpédia.






































































































sexta-feira, 21 de agosto de 2015

MEU DINHEIRO

Para onde vai o meu dinheiro? Eu deveria saber essa resposta uma vez que Cada Hora Uma está sempre postando textos que exploram a origem das coisas. É que aqui não estamos falando da história do dinheiro que aliás  é muito interessante e podemos explorar esse campo em outra oportunidade. A questão aqui é saber para onde vai o meu tutu, o seu, o nosso em fim,  todos os trilhões em espécie que circulam de mãos em mãos todos os dias, sempre seguindo em frente. 
Eu recebo o meu contra-cheque, informando que tem 1.000,00 na  minha conta. Vou ao banco, saco em espécie, passo na farmácia e troco 75,00 por uma caixa de comprimidos. No supermercado, deixo no caixa 315,00 e saio com os produtos. Na quitanda,  dou ao verdureiro 2,75 e ele me entrega algumas bananas e por aí afora. Em cada estabelecimento, vou distribuindo o meu salario até que no final do mês me sobram algumas moedas que vão para o porquinho. Parece que estas moedas, é o único dinheiro que realmente é meu pois o resto foi todo trocado por produtos e ou por recibos de quitação em geral. Mas cada quantia que passei para os estabelecimentos. não ficou por lá também pois eles por sua vez repassam tudo em seus diversos compromissos. E assim, meu rico dinheirinho se foi de mão em mão e não sei onde foi parar.
Certa ocasião, marquei uma nota para ver se ela voltava para mim, até hoje estou esperando. Então a pergunta permanece, para onde vai o meu dinheiro? Esse danadinho tão cobiçado, parece não pertencer a ninguém, segue sempre em frente passando micróbios e deixando saudade.Se o dinheiro não fica com ninguém de fato, então podemos afirmar que não existe ninguém rico no mundo. Dizem que Bill Gates tem um bilhão. Tem mesmo? ele não tem nada pois o que tem são cifras e papéis com números. O que ele afirma ter, está no banco mas, no banco também não está pois lá também só tem cifras e papéis com números. Fica alguma coisa nos caixas para completar o ciclo do vai e vem sem fim. Se o bilionário for ao banco sacar o que é seu, duvido que o banco o tenha. No mínimo vão lhe fazer um DOC para que outro banco fique com a batata quente.
A unica pessoa realmente rica que conheço é o Tio Patinhas que tem uma piscina de dinheiro onde pode mergulhar sempre que quiser. No mais, somos todos pobretões donos de cifras e papéis com números. Mesmo assim, há muita gente carregando dinheiro para lá e para cá, uns levando em malotes outros em cuecas mas no final troca tudo por cifras e papéis com números e ficam novamente "duros". Quem inventou o dinheiro? Vamos procurar esta resposta em outra reportagem. Por enquanto só quero saber onde foi parar o meu.


Slogan para a ocasião: Dinheiro, é melhor ter.

































































































































































































































































































































































































quinta-feira, 30 de julho de 2015

JUIZADO

Cada Hora Uma é uma página de entretimento, com textos que não implica em questionamento, mas de vez em quando,  pode também servir de relacionamento, usando o critério de "entrelinhas". geralmente as desavenças entre as  partes são solucionadas através de um terceiro elemento neutro (juiz). Isso, em relações comerciais, criminais futebol etc. E quando as intrigas são de caráter meramente de desentendimento por divergências de opiniões? Por exemplo: um cara torce por um time e outro cara torce por outro time.Cria-se um debate besta que pode levar às vias de fato sendo que o motivo é banal.Outro exemplo é quando uma pessoa quer provar uma tese e o outro defende o mesmo tema de outra forma. Quem pode ser o juiz nesse caso? Bom, nesse caso o "juiz" pode ser nomeado pelos intrigantes, escolhendo uma terceira pessoa do grupo de relacionamento. E dai? E se esse "juiz" tiver sua própria opinião e  propor uma terceira tese? Essa terceira tese exigirá um "juizado" superior e a história vai longe. A Opinião de Cada Hora Uma, é de que um "juiz"não adianta  nada nesse caso pois mesmo que as partes aceitam a decisão do magistrado, o dano já foi causado. Melhor mesmo é esquecer e ficar alerta pois uma nova "contenda" pode vir a qualquer momento , quando se entende que os humanos tem opiniões diferentes uns dos outros e não há um "juizado" que dá um veredicto capas de satisfazer a todos. 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

CORRIDA DE PANOS

Não era minha intenção falar de mim mesmo em CADA HORA UMA mas, atendendo ao pedido de um velho amigo e blogueiro, vou relatar uma traquinice minha dos tempos de estudante lá na pequena cidade de Brasilia de Minas, MG. Iria se realizar um evento escolar no Rotary Club daquela cidade e um grupo de estudantes do Colégio Santana ficou incumbido de encerar o piso do salão. O trabalho foi perfeito, um trabalho de equipe liderado por um professor também meio molecão. Para comemorar o sucesso da operação, organizou-se uma competição para lá de inusitada: uma corrida de panos.Partindo do palco, os competidores deveriam percorrer todo o salão até os fundos, empurrando panos com as mãos. Notem que o piso estava encerado. Após eliminar alguns concorrentes, eu estava disputando com o outro classificado.  Em toda corrida, objetivo é chegar primeiro. Firmei o pé na mureta do palco, atento ao sinal de jaaá! Meu adversário saiu um segundo na frente. Parti a toda velocidade, para recuperar a falha na largada. Se tivesse um narrador de turf conduzido a prova ele estaria narrando assim: segure a emoção, galera, vicente está perdendo por um nariz  mas está se recuperando, veja os músculos do pescoço retesados. Olhei para o lado e vi o pano do adversário ganhando mais terreno. Eu tinha que ganhar, tinha torcida ao meu favor. Coloquei rodinhas imaginárias nos pés, como nos desenhos animados e dei tudo de mim. A turma gritava, na confusão, não compreendi que uns gritavam "vai!  vai!vai! enquanto que outros gritavam "pare! pare! pare!
de repente plaf!, tudo escureceu. Alguns minutos depois acordei com um balde d'água e um galo na cabeça.
- Que aconteceu? Onde estou?
- Cara você meteu a cabeça na parede.
- Quem ganhou a corrida?
- Você ganhou, mas o oponente foi mais esperto, ele fez uma guinada de 180 graus e bateu com a bunda na parede dois segundos depois de você meter a cuca na parede como a marrada de um bode velho. Desde então acho que nunca mais fui bom da cabeça.

Esta é para você meu amigo Deusdaraboamorte.




obs. devido a um problema técnico ou trapalhada mesmo, esse texto foi reeditado.